Assistindo Flores Raras, dei-me conta do quão sofrida é a busca da perfeição naquilo que se faz.
Dei-me conta de quanto me desprendo do mundo buscando a exatidão e a perfeição, ainda que nem sempre precise, ainda que nem tudo mereça. Não que não mereça o bem feito, mas não merece que eu me desprenda de mim mesma, para me prender às burocracias.
Ao menos me restam duas coisas: a consciência e a escrita despretensiosa.
Foi um acerto não decidir ser poetisa por profissão, nem escrever livros por devoção. Adotei a escrita como tradução do que não consigo dizer e materializar pelas vias da objetividade. É meio de dizer das perdas, dos ganhos, das dúvidas, das paixões… dos (des)encantos…
Dei-me conta de quanto me desprendo do mundo buscando a exatidão e a perfeição, ainda que nem sempre precise, ainda que nem tudo mereça. Não que não mereça o bem feito, mas não merece que eu me desprenda de mim mesma, para me prender às burocracias.
Ao menos me restam duas coisas: a consciência e a escrita despretensiosa.
Foi um acerto não decidir ser poetisa por profissão, nem escrever livros por devoção. Adotei a escrita como tradução do que não consigo dizer e materializar pelas vias da objetividade. É meio de dizer das perdas, dos ganhos, das dúvidas, das paixões… dos (des)encantos…
Elaine Soeira
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