Toda viagem, perto ou longe
Quer queira, quer não
É potencialmente plena
De lotes de emoção
De Maceió nós saímos
Para em Natal atracar
Malas cheias de esperanças
Coração pulsando forte
Vamos outra vez nos formar!
A viagem foi longa, cansativa
E igualmente divertida
Só teve gente que não gostou
Das paradas pra comida
O hotel bem confortável
Apesar da lagoa inexplicável
No banheiro das meninas
Mas o que é uma lagoa?
Para quem o painel de decoração
Consegue, ao empurrar a cama,
arrancar?
O campus do IFRN nos deixou
encantadas
Talvez com uma pontinha de inveja
Ao lembrarmos-nos da nossa peleja:
A eterna reforma do campus Maceió
Se a estrutura era avessa à
costumeira,
Deixamos logo de besteira
Pois na porta, sempre a postos
Uma árvore charmosa nos recebia
faceira.
Para além dos aprenderes,
Queríamos uma bolsa
De preferência à tiracolo
Para nossos pertences acomodar
Porque professor que se preza
Tem muitas tralhas pra levar
Uma leve tristeza nos tomou
Quando fomos comprovar
Que a esperada bolsa
Era uma bela pasta, sem alça pra
pendurar
Já era de se esperar que a bolsa
Não caberia um terço do que
pretendíamos levar
Começou a investida para outra
comprar
Futucando daqui e dali
Viemos a encontrar
A bolsa ecológica da Eva
Cheias de maçãs pra enfeitar
Compramos logo de lote
E saímos felizes a desfilar
Mas isso não é tudo,
Fugimos do evento um tempinho
Para poder explorar
Um pouco da cultura
Do povo potiguar
Mas como tudo tem ônus e bônus
Entrando e saído de lojas
Uma de nos se perdeu
E de tão preocupadas
Ficamos nos perguntando:
Onde ela se meteu?
A TIM não colaborava
Perdemos todo o sinal
Em breve demo-nos conta
Que a feira chegara ao final
Liga daqui, recado dali
E nada da sumida aparecer
De repente, eis que ela desponta brejeira.
Antes de dar-se conta
De ter feito uma bobeira
Pensou ter partido de nós
A convocatória feita, pelo
serviço de som
Qual nada!
Nenhuma de nós pensara nessa
possibilidade
Seguindo para o almoço,
A moça brejeira deixou o grupo
Pois havia se metido
Num pequeno angu de caroço
Dera-se conta de ter perdido a
pasta
(aquela pastinha do evento)
Se a bichinha tivesse alça,
Menor teria sido o tormento,
Certamente não haveria
O fatídico esquecimento
Um tempo depois
A pastinha fora encontrada
Por uma das lojistas
Que ficou sensibilizada
Fora ela quem colocara
O nome no serviço de som
Graças a Deus ainda existe
Gente com coração bom.
Ainda tem mais coisa,
Mas por, hora, preciso parar
Nas cercanias de cá,
Tenho outros textos para
tricotar.
Espero revê-las em breve
Para outras marmotas colecionar.
Elaine Soeira
Agosto/2013