domingo, 9 de fevereiro de 2014

Reencontro

Se as raízes internas são tantas,
é chegado o tempo de florescer.
Perdido entre uma onda e outra,
diminutado na ânsia de ter identidade,
reside o tempo de esconderijo
dos outros e de mim mesma.
Assumo a partir de agora,
e por tempo indeterminado,
as dores, os sabores,
a vaidade e o respeito,
de ser quem sou e do jeito que sou.
Meu espírito reclama seu espaço,
numa vida com menos máscaras,
com mais sinceridade,
com menos amarras, sem muitos padrões.
Quero viver "desajustada" das vontades alheias,
tanto quanto quero reencontrar-me comigo.
Minha alma exige minha escuta,
para não ter que degustar o que não gosta,
por não ter que fazer o que não lhe apetece,
para não abrir mão do que lhe faz
leve, feliz e plena.
Elaine Soeira