quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ponto de vista

E eu estava lá no alto, sozinha, com medo, cheia de dúvidas.
De repente, resolvi abrir os olhos e espreitei à janela.
Vi um, dois, vários. Bordavam o céu, inscreviam vida no chão.
As luzes das cidades, das vilas, povoados acendiam-se. Instigavam-me.
De forma tão ordenada, construíam significados, talvez, (des)pretensiosos.
Cá de cima, eu vi o que, lá de baixo, podiam nem suspeitar.
Quase instantaneamente, mais um aparecia, emoldurando um lugar que não sei onde é, mas poderia denominar cada um, a partir do que vi.
De cima também vi, o céu mudando de cor, de um azul adornado com nuvens brancas, para um rosa-alaranjado que chegava mansamente, informando às outras cores que precisavam seguir viagem.
Sem pedir licença, as estrelas foram chegando... sozinhas, em bandos. Lindas!
E a lua, também encontrou seu espaço, seu lugar, enquanto o rosa-alaranjado cedia lugar a um azul marinho intenso.
A essa hora, o medo havia dado permissão à confiança. Respirei fundo, agradeci, aqueci meu coração e contemplei, mais uma vez, aquele pedaço da Terra, emoldurado pela janela.


Nenhum comentário:

Postar um comentário